O All England Club garante que não teme repetir em Wimbledon as cenas de confusão provocadas por influenciadores digitais que marcaram o US Open no mês passado. Segundo Richard Atkinson, presidente-executivo interino do clube responsável pelo Grand Slam londrino, a estrutura de segurança do torneio, que conta com militares treinados, está mais do que preparada para lidar com qualquer tipo de perturbação vinda de criadores de conteúdo durante as partidas.
Atkinson fez as declarações durante a Leaders Week, conferência realizada em Stamford Bridge, na qual comparou o ambiente de Wimbledon ao do US Open. Para ele, a diferença cultural entre os dois eventos é evidente: enquanto o torneio americano reflete a energia barulhenta e imprevisível de Nova York, Wimbledon mantém uma tradição de etiqueta que não costuma tolerar interrupções. A comparação surge num momento em que o entretenimento esportivo global disputa espaço com outras formas de atração digital, um fenômeno visível até em plataformas de entretenimento como o las vegas jogo, que também exploram a sofisticação e o glamour como parte da experiência do público. las vegas jogo
O problema identificado no US Open
O torneio disputado em Nova York teve como um dos principais assuntos a disrupção causada por personalidades das redes sociais, muitas delas alheias à etiqueta tradicional do tênis. O episódio mais comentado ocorreu durante a estreia da bicampeã Naomi Osaka na Arthur Ashe, quando cerca de uma dúzia de pessoas realizou uma coreografia de TikTok enquanto a número 17 do mundo sacava. O árbitro de cadeira, Kader Nouni, precisou intervir e pedir que o grupo se sentasse. Depois da partida, a própria Osaka declarou ser uma questão de “cortesia básica se informar sobre o esporte, especialmente sobre a etiqueta”.
A postura de Wimbledon
Segundo Atkinson, tentar reproduzir esse tipo de comportamento em Wimbledon teria consequências imediatas. “Se você tentar fazer isso em Wimbledon, provavelmente vai encontrar um Royal Marine Commando [para impedir]. Nós temos militares lá e eles adorariam, imagino, colocar alguns influenciadores na linha”, afirmou. O clube proíbe a entrada de diversos itens nas dependências de SW19, incluindo ring lights, e não pretende oferecer credenciamento específico para influenciadores ou criadores de conteúdo.
Espaço para influenciadores, dentro de limites
Apesar do discurso duro sobre controle, Atkinson reconhece que os influenciadores ocupam um papel relevante na construção de marca no cenário esportivo atual. Muitos são convidados por marcas parceiras do torneio, e as redes sociais costumam ser inundadas de conteúdo gravado em Wimbledon, nem sempre relacionado ao próprio tênis. “Claramente os influenciadores são uma peça crucial para construir uma marca ao redor do mundo nesta terceira década do século 21”, disse. Ele citou a Polo Ralph Lauren, parceira do evento, como exemplo de marca que mantém influenciadores sob acompanhamento rígido durante sua presença no torneio. Para Atkinson, o desafio não é excluir essa presença, mas geri-la de acordo com os valores do evento: “É autorregulado, realmente é”.