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Valor médio das franquias da NBA dispara e passa de US$ 6,6 bilhões

O mercado da NBA segue em ritmo de expansão acelerada. Segundo levantamento do veículo norte-americano Sportico, o valor médio das franquias da liga cresceu 21% no último ano e atingiu US$ 6,64 bilhões, um salto de 183% em comparação aos números de 2020. O principal motor dessa valorização é o novo acordo nacional de direitos de transmissão, que começou a vigorar e já altera a estrutura financeira de toda a liga.

Warriors seguem na liderança, mas Knicks ultrapassam Lakers

Pelo quinto ano consecutivo, o Golden State Warriors aparece como a franquia mais valiosa da NBA, com avaliação estimada em US$ 14,5 bilhões. Em termos globais, a equipe californiana só fica atrás do Dallas Cowboys, da NFL, no ranking geral do esporte mundial. Outra novidade do levantamento é a ascensão do New York Knicks, agora avaliado em US$ 12,8 bilhões e na segunda posição, à frente do tradicional Los Angeles Lakers, que aparece com US$ 12,5 bilhões. Completam o top 5 o Los Angeles Clippers (US$ 8,21 bilhões) e o Chicago Bulls (US$ 8,13 bilhões).

Chama atenção também o caso do Philadelphia 76ers, que teve o quinto maior aumento percentual da liga, de 27%, chegando a US$ 7,15 bilhões. As contratações de Jaylen Brown e LeBron James movimentaram a venda de ingressos e a assinatura de novos acordos comerciais, reforçando como decisões de mercado dentro de quadra impactam diretamente o balanço financeiro das franquias.

Receita bilionária e o papel das arenas fora dos dias de jogo

No total, as 30 equipes da NBA somam avaliação combinada de US$ 199 bilhões, cifra que contempla ativos imobiliários e negócios paralelos à operação principal, incluindo propriedades ligadas a equipes da WNBA. Na última temporada, a receita combinada das franquias chegou a US$ 13,7 bilhões, média de US$ 456 milhões por organização - com o Warriors novamente na liderança, com faturamento líquido de US$ 895 milhões.

O levantamento destaca ainda a importância das arenas como fonte de receita além das partidas de basquete. Ginásios administrados por equipes como Brooklyn Nets, Atlanta Hawks e Warriors estão entre os espaços mais utilizados do mundo para shows e eventos de entretenimento. A arena do Hawks, por exemplo, fatura mais de US$ 100 milhões anuais em receita bruta com uma programação alternativa que vai de torneios de tênis a eventos da WWE - um indicativo de como a diversificação de uso se tornou parte essencial do modelo de negócio das franquias.

Vendas recentes e expansão no radar

O mercado de controle acionário também segue aquecido. A venda do Portland Trail Blazers foi fechada com base em avaliação de US$ 4,1 bilhões, enquanto o Minnesota Timberwolves teve negociação de controle definida em US$ 4,5 bilhões. Já a operação pendente envolvendo o Los Angeles Lakers, com o grupo liderado por Josh Kushner e Bob Iger, precifica a franquia californiana nos mesmos US$ 12,5 bilhões apontados pelo estudo.

Olhando para o futuro, a NBA deve definir ainda neste ano os próximos passos de um possível processo de expansão, com Las Vegas e Seattle entre as cidades mais cotadas para receber novas franquias. Caso a expansão avance nas duas praças, a expectativa é que os atuais donos das equipes já estabelecidas recebam mais de US$ 500 milhões cada, valor proveniente das taxas de entrada - recursos que, vale destacar, não entram no cálculo de divisão obrigatória de receitas com os jogadores da liga.